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quinta-feira, 30 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Geely EC7
Jornal O Globo de 29 de Janeiro de 2014.
Faz tampo que a Geely, primeira marca de automóveis privada da China, está de olho no mercado europeu. Em 2008, assumiu a fábrica dos “black cabs” LTI TX4 , os tradicionais táxis de Londres. Depois, em 2010, comprou a sueca Volvo Cars—provavelmente com a intenção de aprender a fazer carros seguros.
Outro passo foi lançar uma divisão de luxo, a Emgrand, cujos carros são vendidos na Inglaterra desde o 2012. Para marcar bem essa ambição, os carros da “marca premium” trazem um logotipo que lembra o dos Cadillac.
Pois bem: agora a Geely estreia no Brasil e justamente com um modelo que, lá fora, é vendido com o nome Emgrand. Trata-se do sedã EC7 — fomos conhece-lo em um teste de lançamento que percorreu 100km pelos arredores de Itu (SP).
Antes de virar a chave, as primeiras impressões. Há imponência no carro, mais comprido do que Civic, Corolla e Cruze. O desenho da carroceria traz a sensação de “déjàvu”. A frente poderia estar em um Toyota, enquanto a traseira parece com a do Nissan Versa ou, quem sabe, um simulacro reduzido dos Mercedes S500.
Preço: entre R$ 50 mil e R$ 55 mil
Origem: China/Uruguai
Motor: a gasolina, quatro cilindros, 16v, 1.792cm³, potência de 130cv (a 6.100rpm) e torque de 16,9kgfm (a 4.400rpm)
Transmissão: tração dianteira, câmbio manual de cinco marchas
Suspensão: McPherson nos dois eixos
Freios: a disco nas quatro rodas Pneus:215/55 R16
Dimensões: 4,63m de comprimento e 2,65m de entre eixos
Peso: 1.280 quilos
Desempenho: 0-100km/h em 12s e máxima de 185km/h
Consumo: Não informado
Volkswagen Up! - Parte 02
Moderno: com três cilindros, Up! É esperto e bebe pouco.
Carro é firme na curva e leva nota máxima em segurança.
O primeiro contato com o Up! foi em um lugar inusitado: o autódromo da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo. Eu imaginava que seria um ambiente intimidador para um compacto urbano. Puro engano.
Para começo de conversa, o motorzinho flex 1.0 três cilindros EA211, o mesmo do Fox Bluemotion, gosta de girar. É claro que a maior parte da força só vem lá pelas 3.000 rpm, mas basta perder a preguiça de passar marcha que o carro embala fácil.
Leve, com quatro válvulas por cilindro, comando de admissão variável e menos peças e atritos internos, este motor é uma joia da engenharia alemã. São 82 cv de potência (com álcool) para mover apenas 910 kg. O resultado? Energia de sobra...Mas como toda ação tem uma reação, o preço a se pagar é uma vibração um tanto acima do normal — em compensação, o zumbido nervosinho do tricilíndrico é música para os ouvidos de quem curte carros.
Nas curvas, o Up! segue agarrado ao asfalto e os pneus de aro 15 (das versões mais caras) cantam timidamente. É um carro durinho de suspensão e, por mais que eu force a barra, o limite de aderência parece não chegar.
Com apenas 3,60 m de comprimento, o Up! É ágil como um pugilista peso-pena. O volante tem boa pegada e a direção com assistência elétrica é bem direta. Ou seja, é bem gostoso de dirigir.
O sempre elogiado câmbio manual MQ200, já usado nos Volks nacionais, tem engates curtos. Mas foi preciso um pouco mais de força do que o habitual para engatar as marchas.
Mesmo com apenas 2,42 m de entre eixos, o compacto recebe surpreendentemente bem o repórter com quase 1,90 m de altura—muito em função da forma da carroceria. O banco tem ajuste de altura: pode descer ou subir até 7,7 cm. Assim, a cabeça fica longe do teto. Muito bom!
NO BRASIL, CARRO DEVE SER DE FAMÍLIA Sorte que ninguém precisou se aventurar no assento de trás: na minha regulagem, sobravam quatro dedos de espaço entre os bancos. Apesar de o modelo brasileiro ser um tantinho maior, não há milagre que faça o banco traseiro levar três pessoas confortavelmente.
O Up! Nacional tem porta-malas maior por um motivo simples: no Brasil, o modelo poderá ser o único carro da família. Na Europa é um meio de transporte para jovens.
O acabamento é moderninho. Os detalhes na cor do painel e a tela saltada, parecida com as dos Mercedes mais novos, são bossas das versões mais caras. Os bancos são confortáveis.
No modelo mais barato, porém, a simplicidade impera: saem os detalhes em preto brilhante e há apenas um mostrador combinado no painel.
Nesses tempos de gasolina a R$ 3,20, o Up! respeita os bolsos. O Inmetro fez as medições e deu nota A (a melhor) em consumo: são 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, com gasolina.
E não foi só o Inmetro que falou bem do Up!. O Latin NCAP ,que faz testes de impacto em carros vendidos na América Latina, avaliou o modelo e os resultados foram surpreendentes: com cinco estrelas (a nota máxima), o Up! É um dos carros mais seguros do Brasil.
TANTO NOME PARA QUÊ?
Difícil é decorar o nome das seis versões: Take Up!, Move Up!, High Up!, RedUp!, WhiteUp! E Black Up! (ufffff...) Loucuras do marketing.
A Take é a mais pelada. Não tem ar condicionado, assistência na direção nem vidros elétricos—tudo é opcional. Custa R$ 29.790 e mira na base do segmento, que tem Uno e companhia.
Já as três últimas versões, mais sofisticadas, são basicamente iguais: têm ar, direção elétrica, bancos de couro e outros mimos. Só mudam as cores, como sugerem os nomes em inglês. Os preços aqui esbarram nos R$ 39 mil.
Mais para frente virão as versões de duas portas (por uns R$ 26 mil), a automatizada i-Motion, além de um Up! “aventureiro” , acima dos R$ 40 mil.
Nesta revolução da Volks você pode até ir para a rua, mas é bom ter alguma bala na agulha.
VW UP!
Preço: de R$ 29.791 a R$ 38.749
Origem: Brasil
Motor: flex, três cilindros, 12 válvulas, 999 cm³; potência de 75/82 cv (a 6.250 rpm) e torque de 9,7/10,4 kgfm (a 3.000 rpm)
Transmissão: manual de cinco marchas. Tração dianteira
Suspensão: dianteira McPherson e traseira por eixo de torção
Freios: a disco na frente e a tambor atrás
Pneus: 165/80 R 13, 175/70 R 14 ou 185/60 R 15
Dimensões: 3,60 m de comprimento e 2,42 m de entre eixos
Peso: 910 quilos
Desempenho: De 0 a 100 km/h em 12,4 s e velocidade máxima de 165 km/h
Consumo*: 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada
*MEDIÇÃO INMETRO
Economia. Para reduzir custos, o Up! Nacional tem tampado porta-malas de aço.
Familiar. Os apoios de cabeça integrados são no estilo Porsche 911.
O primeiro contato com o Up! foi em um lugar inusitado: o autódromo da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo. Eu imaginava que seria um ambiente intimidador para um compacto urbano. Puro engano.
Para começo de conversa, o motorzinho flex 1.0 três cilindros EA211, o mesmo do Fox Bluemotion, gosta de girar. É claro que a maior parte da força só vem lá pelas 3.000 rpm, mas basta perder a preguiça de passar marcha que o carro embala fácil.
Leve, com quatro válvulas por cilindro, comando de admissão variável e menos peças e atritos internos, este motor é uma joia da engenharia alemã. São 82 cv de potência (com álcool) para mover apenas 910 kg. O resultado? Energia de sobra...Mas como toda ação tem uma reação, o preço a se pagar é uma vibração um tanto acima do normal — em compensação, o zumbido nervosinho do tricilíndrico é música para os ouvidos de quem curte carros.
Nas curvas, o Up! segue agarrado ao asfalto e os pneus de aro 15 (das versões mais caras) cantam timidamente. É um carro durinho de suspensão e, por mais que eu force a barra, o limite de aderência parece não chegar.
Com apenas 3,60 m de comprimento, o Up! É ágil como um pugilista peso-pena. O volante tem boa pegada e a direção com assistência elétrica é bem direta. Ou seja, é bem gostoso de dirigir.
O sempre elogiado câmbio manual MQ200, já usado nos Volks nacionais, tem engates curtos. Mas foi preciso um pouco mais de força do que o habitual para engatar as marchas.
Mesmo com apenas 2,42 m de entre eixos, o compacto recebe surpreendentemente bem o repórter com quase 1,90 m de altura—muito em função da forma da carroceria. O banco tem ajuste de altura: pode descer ou subir até 7,7 cm. Assim, a cabeça fica longe do teto. Muito bom!
NO BRASIL, CARRO DEVE SER DE FAMÍLIA Sorte que ninguém precisou se aventurar no assento de trás: na minha regulagem, sobravam quatro dedos de espaço entre os bancos. Apesar de o modelo brasileiro ser um tantinho maior, não há milagre que faça o banco traseiro levar três pessoas confortavelmente.
O Up! Nacional tem porta-malas maior por um motivo simples: no Brasil, o modelo poderá ser o único carro da família. Na Europa é um meio de transporte para jovens.
O acabamento é moderninho. Os detalhes na cor do painel e a tela saltada, parecida com as dos Mercedes mais novos, são bossas das versões mais caras. Os bancos são confortáveis.
No modelo mais barato, porém, a simplicidade impera: saem os detalhes em preto brilhante e há apenas um mostrador combinado no painel.
Nesses tempos de gasolina a R$ 3,20, o Up! respeita os bolsos. O Inmetro fez as medições e deu nota A (a melhor) em consumo: são 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, com gasolina.
E não foi só o Inmetro que falou bem do Up!. O Latin NCAP ,que faz testes de impacto em carros vendidos na América Latina, avaliou o modelo e os resultados foram surpreendentes: com cinco estrelas (a nota máxima), o Up! É um dos carros mais seguros do Brasil.
TANTO NOME PARA QUÊ?
Difícil é decorar o nome das seis versões: Take Up!, Move Up!, High Up!, RedUp!, WhiteUp! E Black Up! (ufffff...) Loucuras do marketing.
A Take é a mais pelada. Não tem ar condicionado, assistência na direção nem vidros elétricos—tudo é opcional. Custa R$ 29.790 e mira na base do segmento, que tem Uno e companhia.
Já as três últimas versões, mais sofisticadas, são basicamente iguais: têm ar, direção elétrica, bancos de couro e outros mimos. Só mudam as cores, como sugerem os nomes em inglês. Os preços aqui esbarram nos R$ 39 mil.
Mais para frente virão as versões de duas portas (por uns R$ 26 mil), a automatizada i-Motion, além de um Up! “aventureiro” , acima dos R$ 40 mil.
Nesta revolução da Volks você pode até ir para a rua, mas é bom ter alguma bala na agulha.
VW UP!
Preço: de R$ 29.791 a R$ 38.749
Origem: Brasil
Motor: flex, três cilindros, 12 válvulas, 999 cm³; potência de 75/82 cv (a 6.250 rpm) e torque de 9,7/10,4 kgfm (a 3.000 rpm)
Transmissão: manual de cinco marchas. Tração dianteira
Suspensão: dianteira McPherson e traseira por eixo de torção
Freios: a disco na frente e a tambor atrás
Pneus: 165/80 R 13, 175/70 R 14 ou 185/60 R 15
Dimensões: 3,60 m de comprimento e 2,42 m de entre eixos
Peso: 910 quilos
Desempenho: De 0 a 100 km/h em 12,4 s e velocidade máxima de 165 km/h
Consumo*: 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada
*MEDIÇÃO INMETRO
Economia. Para reduzir custos, o Up! Nacional tem tampado porta-malas de aço.
Familiar. Os apoios de cabeça integrados são no estilo Porsche 911.
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